domingo, 9 de setembro de 2012

A luz no fim da estrada


Mas como é dura e amarga,
esta vida de alma penada.
“Vai pra luz” – Me disse um anjo de sorriso cortado,
uma piada de mal gosto.
Daqui só vejo a sombra da estrada,
quando só queria ver teu rosto.

Vejo esta estrada, que por vezes me conduziu à vida que eu tinha
Em meio aos ciprestes, eu fazia incauto suas suaves curvas, encanto que aprendi que não apreciava.
E foi lá mesmo que eu morri, atropelei a mim mesmo
De carreta pra carroça, uma desgraça danada!
Mas sim, agora eu vejo, claro como a luz no fim da estrada:
Nada como se estar morto pra saber o que é a vida, eu penso
eu peno.

E por fim, como se não bastasse,
encomendas tu a minha alma!
Mas se me serve de consolo
Ao menos em tuas irônicas preces eu vivo,
Vida passada, luz na estrada
Não te esqueças desta alma penada




Nenhum comentário:

Postar um comentário