segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Peixe-beta



Como a música que se acaba antes da gente querer
Uma história em que o protagonista há de morrer
A banda passando e não consegui ver
Ter dois olhos pra não ler
(aquele cigarro que esqueci queimando sozinho)

Foste embora por ora, pra fora, não chora
Sorriso no rosto, vento nas costas
Felicidade que não faço parte
Vida sem arte

Dois mil anos (me parece) se passaram, e mais dois irão passar
Memória de peixe-beta é fraca, mas ele não esquece:
"Amar é pra poucos
Poucos são pra se amar"

Tempo depois, pobre peixe-beta
esqueceu-se de que era d´água
pulou pra fora, morreu
logo veio o gato e comeu.

Adieu