quinta-feira, 7 de maio de 2015

O caipira torpe


Você ri da gente marrom que é da roça

Os bucólicos alcoólicos, agorafóbicos anônimos

Até te entendo, semo simpresmente gente simpres e morta,

deveras motivo de justa troça!

 

tua cidade é cinza-viva, tudo de bom e de tudo tem

Tem de dia bi bi, de super egocosmos a incolores escrotórios

Gente bonita, bem sucedida e grossa, intelimente tamém

De noite tem fom fom, luzes, cores, sorrisos e dores

Ruas, bares e fossas cheias de cultura e novos e deliciosos amores

 

Pois meu amor, admito! Ademiro tua franqueza, destreza e paciência

Merecida indolência, complacência e estilo

irresistível escolaridade e bem cansada beleza.

Mas assim como vô Ademiro, que não gostava de todo esse rebuliço

Sou caipira,

pira.

 

Porra,

Mas quem não gosta de verde e rosas?

Diga lá gata, tenho tempo e passo aí qualquer hora

Me fala o número e o andar da cova colorida em que você mora.

 

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