segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ressaca de amô


Estou aqui bêbado por fora

Pensando em ti tão são por dentro

dentro como não o existisse mar que levasse embora tua onda

Tampouco brisa que levasse pro inferno  teu cheiro

 

Nem a chuva forte ou a interminável garoa

Leva teu gosto embora

O vento venta  e tenta me levar pra outrora

Mas não há chuva que chova e lave minha alma

 

Finjo uma calma, mas você sabe, mantenho meus medos

Com aquela velha cabeça cheia de dedos e dividendos

Cores, flores  e ruminantes  pudores

Que serviriam até de samba-enredo

 

A neblina noturna, porque eu quis  me sacaneou

Logo no dia seguinte fez sol

Não digo que me surpreendeu, mas vi o sol nascer e me senti só

Ressaca de vinho, perfume e pó

 

ressaca de amô.

 

Foi só porque eu quis que você me enganô.

 
 
 

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