segunda-feira, 6 de junho de 2016

Amor-celular


A noite chegou

Com sede de copo

Fome de corpo

Mas longe da cama, mesa, banho e alma

Pra sujeito sedento faminto que se preza

Cheiro, sabor e presença

É tudo que nos resta

Conversa comigo, ombro amigo

 

Sem pressa, mas logo acabou.

O dia raiou e tu ainda não jantou

Só comeu a sobremesa

E então, sem moléstia

Em tom lúgubre de festa

Acabou-se tudo.

Cheios de razão, então bradamos juntos

Mas separados

 “ninguém presta!”

Nenhum comentário:

Postar um comentário